Moçambique estabelece postos de controlo do Ébola na fronteira com o Maláui

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Moçambique está a estabelecer postos de controlo ao longo da fronteira com o Maláui para prevenir que a irrupção de Ébola da República Democrática do Congo possa entrar no país.

Os viajantes que cheguam do Maláui são acompanhados com recurso a um scanner, disse diretor provincial de saúde da região da Zambézia, Hidayate Kassim, em Moçambique, pretextando descrições de casos suspeitos de Ébola no Maláui, que ainda não foram confirmados. O Maláui não tem fronteira direta com a República Democrática do Congo(RDC), mas faz com a Zâmbia e a Tanzânia, ambos vizinhos do país.

O Ébola, um dos vírus mais letais, com uma taxa de mortalidade até 90%, está entre as poucas doenças que os governos consideram uma ameaça à segurança nacional. A irrupção atual na República Democrática do Congo, que começou em agosto de 2018, infetou mais de 2400 pessoas e matou mais de 1800 pessoas, tornando-se a mais letal desde a epidemia de 2013.

Moçambique ainda não reportou qualquer caso de Ébola e os postos de controlo são uma medida de prudência. As autoridades sanitárias congolesas disseram esta semana que identificaram um terceiro caso de Ébola na cidade de Goma, no leste do país, um importante centro comercial de cerca de um milhão de pessoas, próximo à fronteira com o Ruanda.

Países que fazem e que deixaram de fazer fronteira com a RD do Congo

Ruanda, já fechou a fronteira com a República Democrática do Congo.

Uganda, Zâmbia, Angola, Tanzânia, República Centro-Africana, Burundi, Sudão do Sul e República do Congo fazem fronteira com a República Democrática do Congo.

A Organização Mundial de Saúde alegou o atual surto de Ébola como uma emergência internacional de saúde pública.

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